Desde 11/05 eu e minha família estamos andando essencialmente de ônibus ou de carona. Vendemoso carro por um bom preço e temos planos para adquirir outro em breve.

É chato sim. Muitas coisas deixam de ser feitas ou são feitas em tempo cronometrado, já que não há a praticidade que o carro trás.

Mas, como nem tudo são espinhos, eis as flores. Não gastamos com combustível, nem seguro, nem qualquer outra manutenção. Não temos problemas com estacionamento (se bem que este foi praticamente eliminado há algum tempo), nem com o trânsito caótico (são quase 650 mil carros na cidade, fora os não registrados). Além de colaborar para a não emissão de gases poluentes aqui na cidade. E eu emagreci +- 5 kgs depois disso, mesmo com uma alimentação nada balanceada.

Mas eu conto os dias, conto as horas para o meu tão sonhado carrinho. Afinal ele faz parte da minha história, ele foi e será um desafios muito grande, mas delicioso…

O principal motivo para algo existir é o comprometimento entre as partes.  Em qualquer circunstância. São as escolhas que fazemos durante a vida que acontecem a partir dos comprometimentos diários.

E é ai que mora o dar certo ou dar errado nas coisas da vida. Quantas vezes somos omissos - sim, eu também faço parte deste grupo e muitas vezes procuro me comprometer, mas nem sempre consigo -.

Mas também vejo minhas mensagens serem ignoradas. Meus convites serem negado com desculpas esfarrapadas. Minhas ligações ao serem reconhecidas através do identificador de chamadas, não serem atendidas. Além dos bloqueios oficiais e declarados.

O que eu espero, apesar disso tudo que tem acontecido? 
Que haja o mínimo de civilidade esperada em adultos (nem espero cordialidade ou educação, só civilidade mesmo), para que eu possa respeitar a decisão tomada, mas antes de mais nada saber qual foi.

Não sei se as minhas faltas estão redimidas, mas já não busco mais corrigí-las. Nem em pensamento. Uso a minha criatividade para outras coisas, mais tangíveis. 

E tudo isso tem um porquê: eu não sou inocente a ponto de ignorar a dívida existente entre as partes. Dívida mútua.
Mas insolúvel, penso eu.
Afinal, fez-se questão de nos tornar uma peça de nossas vidas que morreu.

E tenho uma plena certeza, nada vai mudar. Afinal, nem todos reconhecem sua parcela de culpa. Lamentavelmente desumano.

E o óbvio é: não havia tanta coisa boa assim para ficar na memória, que dirá para manter qualquer civilidade.  Pelo menos é o que as atitudes demonstram.

Mas eu estou aberta a mudar de opinião.

Pode até soar pretensioso, mas eu sinto vergonha alheia principalmente quando percebo a capacidade que uns tem de julgar tão rápido e o pior tomando o próprio crivo como verdade universal.
Uma plena certeza é que não sou a mais inteligente,  do que ninguém, mas lamento que as pessoas emitam suas opiniões sem se importar com qualquer fundo de verdade e pior sem se importar se vai atingir alguém. Tão melhor seria ficar calado.
O tempo livre é ótimo e podia ser aproveitado para uma boa caminhada, uma boa leitura e… para adquir o hábito de pensar antes de dizer qualquer coisa.
Porque é cada vez maior o nº daqueles que falam sem medir as conseqüências, lamentável mesmo.

Não é de repente que o jeito de agir muda. Os traços particulares são individuais e intransferíveis.
No máximo foram eliminados entre os envolvidos.
E eu e minha mania de achar que havia sintonia. Bobagem, ou melhor dedo podre.
Agora tudo está mais claro, pelo menos para um lado.
A verdade tornei-me uma boa companhia para mim mesma. Quanto ao que era, muito provavelmente só foi para mim.
Agora, não precisam mais haver conversas estranhas. Nem dosadas de ameaças veladas, do tipo: tá aqui tudo que fiz por você…
Portanto, qualquer coisa que envolva mais de um, existe também uma divisão de louros e de dores. E condicionar as mazelas da vida a quem quer que seja é tão leviano que chega me dá repulsa. 
Nestes casos, ao perceber tais presenças é melhor abandonar o barco. Como quando uma roupa não serve mais, doamos e não procuramos notícia, afinal não nos serve mais.

Existem alguns casos que acompanho com interesse, afinal, além de tudo me envolvem. Mas não costumo falar muito deles.

Não por falta de afinidade, mas, pra não torná-los o tema central da minha vida. Isso seria bobagem.
E esse processo tem sido uma experiência incrível, tem me tornado outra pessoa. Além de ter me ajudado a ganhar coragem, a perder algumas frescuras e claro a aprender mais sobre mim e sobre a vida.

Sem planos, para não ganhar frustração. Sem arrependimentos e nem estando ligada em nada que passou, apenas manter as experiências em mente, para não repetí-las.

As vezes a gente fala tanto de si, dos episódios que bagunçam a vida da gente, que é bom uma dose de escapismo também para dividir a atenção do que é realmente importante.

Chegando em casa ontem. Depois de um dia tenso. Entro na net pra ver e mails e abre o msn, eis que:

Andréia Nery diz:

sumiu hj querida

Andréia Nery diz:

fiquei preocupada

Andréia Nery diz:

pq da última vez que vc sumiu assim vc ficou dias no hospital rs

Gabriela diz:

hahahaha

Gabriela diz:

hj fiquei tb

Gabriela diz:

+ minha mãe operou das varizes

Gabriela diz:

ai fui fazer cia

Gabriela diz:

+ ela operou de
manhã e saiu de noite

Gabriela diz:

tá td bem

Andréia Nery diz:

 

sabia q vc estava no hospital. sabia! hahahahahahah

A real é que minha mãe tá bem, já está em casa e eu também. Mas é lógico que meus day-offs nem sempre são num hospital, apesar de ter tido duas circuntâncias ausentes terem sido num hospital.

Apesar de tudo esta vida é muito boa! Prova disso é que minha boa notícia do dia foi a volta dela, eis aqui:

http://sayiit.com/

Invenção de moda ou não, é muito bom saber que existe! Principalmente pra superar barreiras geográficas. Tá eu sei que melhor seria o avião, mas não podemos viver de ponte aérea arrumamos outros jeitos de matar as saudades. até o momento de brilho máximo, afinal como diria o Gilberto Dimentein “Gente é pra brilhar”, então fazemos a nossa parte, você até demais ;-)

Existem feridas que ninguém jamais enxerga, danos emocionais que psicólogos jamais conseguirão amenizar e muitas vezes a cura é pouco entendível à alguns olhos.
Porque as angústias e sofrimentos são tão morais, são questões que vão além do óbvio e que nascem com o íntimo.
É no percurso da vida que vão se desenhando novos rostos.
Diante desta linha de raciocínio, será que perguntas remetem à uma proposta de diálogo ou representam uma afronta de um passado que é preferível esquecer, mas que por mais que não exista mais está sempre ali recorrente através de fatos presentes.

Eu já escrevi que aprovo todos os comentários, mas tudo tem limite. Me apareceram 3 que não significavam nada, porque eu não os consegui decifrar e mesmo apagando-os eu os publico aqui para se alguém decifrar, tenha a gentileza de decifrar e dizer.

 

*your styl your life

*I,TS BYOTIFOOLL RESG HRTEN KHHDYGDFS HF HYGBSRVRSUT KF,IJMDS JMFD.JMUJFM JHDND DGHJNFDLK MY NAMES IS FESTIM bay bay

*mjf uh gbn j jbxdbg bsav vzb bncn j hre hn gberdc dtszab hb zfb sb tre mhnxtre b nxz vszb djnb zvicra

 

Ahhh… E os endereços de e mail e sites também eram falsos.

 

Penso ter agido corretamente.

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