Arquivado em: MB
Cheguei mais cedo ao trabalho e fui conversar com uma colega de outra sala. Dai ela conta que tem tido dor de estômago e tá de dieta. Tira da bolsa 1 iogurte e 7 maçãs. Eu também trouxe 1 maçã para lanchar (só 1, juro).
E brinquei com a dieta. E comecei a simular a venda das maçãs com as pessoas que passaram.
Saldo do dia: 1 maçã vendida.
Depois tive que trabalhar e encerrar a banca, mas descobri um novo meio
Arquivado em: MB
O meu primeiro contato com a perda foi aos 9 anos quando fui acompanhar o enterro da mãe de um tio, eu não a conhecia, mas fiquei sensibilizada.
No ano seguinte um amigo do meu pai morreu, não fomos ao enterro, mas a maneira como meu pai se comportou me comoveu. Era um sábado e meu pai continuou fazendo as coisas típicas do fim de semana, mas ele estava visivelmente emocionado e compenetrado.
Tempos depois veio o contato real e surreal ao mesmo tempo.
Recebi a notícia que meu pai tinha morrido.
Assim mesmo.
Passamos um fim de semana juntos, na segunda ele foi fazer as suas atividades e não voltou, a busca cessou na quarta com a notícia que ele não estava mais vivo.
Isto mesmo, eu não tive contato com o corpo, eu recebi a notícia e fiquei um pouco sem entender e muitas vezes eu esperava por um pai que foi trabalhar e pra contradizer a geral podia sim estar vivo, afinal eu era uma adolescente com uma parca noção de vida.
Até então a morte para mim não tinha imagem, mas me deixava triste e incrédula - como podem surpreender (mesmo que hajam patologias é sempre surpresas) a gente! -.
Há 2 anos ela se revelou, na forma mais cruel e velada possível.
Eu que sempre tive um porto seguro, não pela forma altiva da voz ou pelo jeito firme de ser, mas ao mesmo tempo sempre sensível as causas humanas principalmente as dos mais próximos.
Estava lá diante dele literalmente sem vida, inexpressivo.
Neste instante, eu me ergui sozinha e disse algumas palavras, estava certa que ele acompanhou.
O tempo ali foi curto, mas pareceu-me eterno, nem sequer foi registrado, mas não vou esquecer-me. Foi a minha 2º perda mais cruel.
E ontem falando ao telefone sobre carreira com um colega de faculdade, caminhos que cada um tomou, ele disse que o pai tinha morrido há 2 anos.
Fiquei em choque, pois além da compatibilidade dos momentos delicados porém diferentes, pela proximidade de nós 2 temos. Na época da faculdade sermos quase que da mesma família de tão juntos que andávamos, depois seguimos rumos diferentes, mas sempre em contato.
Ele pareceu-me estar sereno quanto ao fato, fico mais aliviada.
Penso que para grandes perdas a palavra que define é serenidade, porque a pessoa está ligada aos símbolos que fizeram a relação e a realidade que ela não vai mais aparecer muitas vezes é devastadora.
Perdas são difíceis para todas as pessoas.
Para mim, por mais que eu me esforce elas ferem dia a dia um pouquinho. Porque as pessoas convivem conosco e por um motivo ou outro partem, daí o hiato que fica. Eu sempre fico muitas vezes sem coragem, fico pensando nas coisas que não fiz e que não disse e até imaginando os porquês e as possíveis 2ªs chances e finalmente tentando me organizar diante da bagunça emocional e dos símbolos que fica. Eu valorizo muito símbolos e considero sim que um objeto lembre perfeitamente alguém ou alguma situação.
É sim, perder pessoas é muito difícil. E eu não tenho a chance de entender, de ficar tranqüila diante delas, no máximo serena.
Arquivado em: MB
Tenho prestado mais atenção nas coisas, nas pessoas e em mim. São os tão esperados 27 chegando, a minha percepção que tem mudado ou alguns acontecimentos ( eu estou quase sem pc, tenho no trabalho, mas dos de casa 2 quebraram… ).
Acho que alimentar este blog tem sido espaçado pelas razões acima e também por um espaçamento em mim mesma. Neste momento tenho definido as coisas que devo me dedicar, tenho concluído projetos.
Para que mais uma vez eu não perca nada no caminho e que seja coerente comigo, com as pequenas revoluções que acontecem.
Afinal há um embate que as vezes impede o continuísmo vazio que toma conta de mim sem eu entender muito.
Arquivado em: MB
Eu antes achava que mereciam umas palavras de conforto, de estímulo a seguirem em frente. Para poucos eu ainda mantenho esta postura.
Ando mesmo muito cansada destes tipo, que reclamam disto, daquilo e daquilo outro, mas nem por isso. É muito tempo e energia perdidos. Agora ignoro mesmo.
Mas me revolto é com a existencia de pessoas que reclamam das suas questões e mas quando contamos de nós não tem a menor vontade de ouvir. Cortei mesmo da minha vida.
Arquivado em: MB
Eu penso assim, se não quero ouvir NENHUMA opinião sobre tal assunto, simplesmente não falo mais dele. Reservo-me.
Me irrita ver algumas pessoas reclamando de falta de privacidade sob este argumento.
Arquivado em: MB
Eu gosto de fotografia, esta é uma paixão que herdei da minha mãe.
Aos poucos começo a entender que no registro muito fica, mesmo que mude algo depois. Na foto, os sinais do tempo são mais amenos.
Falo nisso porque tenhho revisto fotos antigas, para organizá-las. Confesso que, traz um misto de ternura e tristeza, porque resgata os momentos e depois ficou sentida por ter deixado passar.
No fim das contas, percebo que nem tudo se perdeu, além das imagens, ficaram momentos felizes na vida dos que estão ali.
Arquivado em: MB
Todas as possibilidades da vida precisam de disponibilidade das partes para que elas aconteçam.
Estar disponível traz angustia e outros sentimentos delicados. Traz também a compreensão que é importante respeitar o jeito de ser e o momento de todo mundo, pels coisas bonitos que o outro oferece.
Entender isso é o mínimo para todo mundo diria, mas penso que é a partir dai que as ações começam a acontecer nos mais diversos campos da vida.
É sempre muito difícil e não basta fazer o melhor, é preciso doar-se, uma boa dose de renúncia e nenhuma expectativa. Sofre-se menos e consegue-se não o que se buscavam mas aquilo que pode ser.
Não é fácil… Há sempre muitas forças contrárias e concorrentes.
Tudo tão estranho, tudo tão encantado…
É um querer, um ser capaz, até chegar ao conseguir.
Minha opção feita.