Fevereiro 2008


Quantas coisinhas banais, que na verdade nem são tão banais assim. Diria até que as vezes são imperdíveis!

É isso, acho que seja qual for a situação preciso que algumas das minhas coisas sejam preservadas.

Romance Gabriela Cravo e Canela faz 50 anos
http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=844868
Manuela Cavadass / Agência A Tarde

Romance foi o mais traduzido de Jorge Amado

Liana Rocha, do A TARDE

Ela é mesmo assim e vai ser sempre assim: alegre, despudorada, espontânea, amoral. A brejeira Gabriela, que veio ao mundo em 1958, aproveita seu cinqüentenário para voltar em todo seu esplendor.
 
No próximo mês de junho, a Companhia das Letras – que adquiriu, em 2007, os direitos sobre a obra de Jorge Amado – lança nova edição do mais famoso livro do autor, Gabriela, cravo e canela. Esta será a 80ª edição do romance no Brasil.A editora promete uma publicação com inovações gráficas e um posfácio do poeta e crítico literário José Paulo Paes, além de um caderno de fotos das produções audivisuais inspiradas na obra.Sucesso  – Gabriela, como não poderia deixar de ser, nunca conheceu a indiferença. Já foi um sucesso desde o lançamento. Só no primeiro ano, teve seis edições. No exterior, já foi publicada em mais de 30 idiomas e até hoje é a obra de Jorge Amado mais traduzida e citada. Só que o criador não chegava a se dobrar aos chamegos da criatura. Ingrato, chegava a declarar que seu personagem predileto era Pedro Arcanjo, de Tenda dos milagres. Da morena cheirosa, Jorge Amado lembrava para admitir que era sua criação mais conhecida.

Se para o desprendido Jorge Gabriela já era do mundo, para os críticos o romance foi um marco dos mais importantes no trabalho do escritor baiano, um verdadeiro divisor de águas.
“A partir deste livro, a literatura de Jorge deixa de ser político-partidária para desenvolver uma nova etapa”, explica Jorge Araújo, professor de literatura brasileira da Uefs e autor de Dionísio & Cia na moqueca de dendê: desejo, revolução e prazer na obra de Jorge Amado.

Sensualidade  – Jorge Araújo aponta que, a partir da lasciva Gabriela, Jorge começou a imprimir uma fisionomia mais contemporânea a sua ficção, absorvendo novas formas de ver a realidade social.

O escritor é um dos apaixonados pela personagem, que considera de uma sensualidade sem travas: “Ela não obedece às regras da gramática social e é capaz de viver o prazer como instância da liberdade humana”. Como não se apaixonar por uma mulher assim?

A retirante que enfeitiçou o árabe Nacib com seus encantos e temperos  inspirou obras de incomparáveis artistas da TV, do cinema, da música e das artes plásticas.
Tudo que existiu primeiro no imaginário do autor foi traduzido pelos pincéis de Carlos Bastos, Carybé e Floriano Teixeira.

Este, para o artista plástico e crítico de arte César Romero, o que melhor transpôs a morena para a tela. “Seu traço é sensual, e ele tinha a percepção do grande mistério do corpo feminino”, aponta.

Sonial – O corpo que acabou por se solidificar como a imagem de Gabriela foi mesmo o de Sônia Braga, atriz que fez o papel na novela da Globo, em 1975, e no filme de Bruno Barreto, com  Marcello Mastroianni, dez anos depois.

E se o corpo de Gabriela é de uma selvagem Sônia, sua alma é de Gal Costa, a voz que melhor interpretou as canções-tema de Dorival Caymmi e Tom Jobim. Assim, 50 anos depois, ela continua mesmo assim: Gabriela, sempre Gabriela.

“Gabriela ficou como uma mulher mítica, que todos desejam e sonham, mas só existe no romance. Cada autor busca traduzir de forma plástica esta imagem” César Romero, artista plástico e crítico de arte

Em sessão de fisioterapia, trecho da conversa:

- Fisioterapeuta: Como foi com a médica?

- Eu: Foi bem. Ela disse que eu podia tirar a tala, usasse gelo, continuasse a fisioterapia e continuasse com a fisioterapia.

- Fisioterapeuta: Você sente dificuldade de andar?

-Eu: Um pouco. Tou até pensando em pedir auxílio ao Rodrigo Santoro para caminhar….

- Fisioterapeuta: Você não precisa disso deixe de bobagem.

Trecho de uma conversa informal com um amigo:

Eu: - Estou na fase do ninguém me ama ninguém me quer!

Ele: - Não diga isso, toda panela tem a sua tampa.

Eu: - As frigideiras não.

Ele: - Como é?!

Eu: - As panelas têm tampa, menos as frigideiras.

Ele: - Mas você não é frigideira não, é panela boa!

Eu: - Então tá, tou podendo né!

Ele: - É!

“…todo amor é eterno, se não é eterno não é amor…”nelson rodrigues

Se a minha intenção era entender o mundo eu não tenho caminho a seguir. Cada vez mais creio que algumas coisas são passíveis de entendimento, outras são encaradas porque por mais que a realidade seja dura de ser encarada, ela é necessária.

Costumo pensar cada vez menos, no sentido de ter devaneios, e isso e aquilo e aqulo outro. Não dá pra ser tão detalhista, as coisas passam. Porque interesses podem sim ser efêmeros, infelizmente. Triste é a maneira como as pessoas comunicam sobre, mas é isso mesmo.

A desculpa pro sim é tão esfarrapadas quando a pro não, portanto nem me esforço em saber o motivo.

Tempo e auto-consciência existem pra que as pessoas amadureçam, mas nem todas conseguem. Algumas mantêm cara-séria ou cara-feia-night-and-day.

Não, por mais que o tempo passe, eu sempre tive senso de humor. E eu faço questão de manter minha palavra em algumas coisas.

Por isso a minha surpresa quando percebo alguém jogando a culpa para outra pessoa, num processo de terceirização da vida. Convenhamos: nada no mundo faz agir de alguns modos, a não ser o querer, mesmo.

É o ano tá começando bem intenso. Mas de uma vez por todas, terceirizar a vida pessoal e sair culpando meio mundo, arranca qualquer dignidade.

Eu sou muito curiosa. Eu gosto querer saber. De pagar pra ver, de falar “vamos fazer isso”. É tão bom descobrir o mundo e, obviamente, se sentir forte ou até fraco algumas vezes.

Abraço uma causa mesmo! Topo as aventuras mais inóspitas e depois dou risada delas! Então me joga e arraso ou me quebro, mas aproveito as chances.
E gosto de gente assim.

Convém tratar a amizade como os vinhos, desconfiando das misturas”
Colette , Sidonie

Um profissional de criação, produção e distribuição de comunicação e recursos.

Será que entende o que é comunicar?

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