Janeiro 2008


Eu, recém acordando de um pesadelo (aliás, eu as vezes acho que não vai ter fim…)
E o desenrolar de uma história juntos faz com que ganhe meu coração para sempre, bem como me dá uma injeção de ânimo…

Diante de uma história revirada, de uma busca, mesmo que o querer não seja tão conhecido assim. Eu começo a rir sozinha só de lembrar.
Se eu ficar viciada nestas coisas, já tenho a quem culpar. Nunca mais, eu vou ser capaz de gostar de algo como disto. Talvez por ser especial demais diante dos disponíveis.

Diante das minhas maiores lamentações, eis aqui uma: não saber de mais, posso separar-me destas coisas não.

Em uma conversa com Deds, chegamos a um ponto comum: nossa predileção por pessoas diferentes, gente com cara de gente.

O meu argumento é que são pessoas mais espontâneas, nada enlatadas (nem marombados nem barbies), são pessoas cordiais capazes de estarem bem em qualquer lugar, num jantar chiquérrimo ou comendo um churrasquinho de gato.</p

O fato é que nunca se sabe quando uma conta vai bater perfeitamente.
Por uns tempos eu até achava isto muito importante.
Hoje não mais, afinal as variáveis mudam. Principalmente quanto à personalidade.

Então não basta estar equivalente, já que o risco da equação tornar-se chata é enorme. Bom é ter sutis diferenças.

Eu não tenho muito talento para resolver tais equeações e acho que a solução perfeita não vou achar nunca. Pelo menos vou tentanto responder as minhas perguntas atuais.

O problema de conhecer pessoas com o mesmo nome é ligar pra uma e só perceber que ligou pra outra quando a ligação já estiver sido completada.
Principalmente, se a ligação errada for pra outro estado…

Um belo dia perguntaram-me se eu estava a fazer mesmo a coisa certa, diante de uma decisão que tomei. E a minha resposta foi simples e direta: 100% de certeza nestes casos a gente nunca tem, mas existem coisas que basta ser bom e divertido para ambos,quanto ao resto vem com o tempo.

Já passei da idade de botar fé no desconhecido (é, pra isso nasci velha).
E após alguns episódios mal sucedidos e algumas sessões de terapia quero acreditar naquilo que é possível.

E tenho estado disposta a apreciar tais episódios. E estado expressiva neles, para o bem e para o mal. Para não ficar com a sensação que podia ter feito isso ou deixei de fazer aquilo.

As coisas foram/estão sendo feitas por vontade. E merecem a importancia devida, no tempo que durar.

Eu gosto da sensação de que ter passado por situações muito difíceis, algumas vezes ter conseguido me divertir, mas principalmente de hoje estar aqui e poder respirar aliviada.

Isso não me fez passional - continuo racional demais e claro, dando pedradas memoráveis-, não me torna imune a nada, não me faz mais aberta (eu costumo ser cordial, mas na verdade eu pouco me desvendo) mas me faz olhar para trás e acreditar que tem valido a pena. Nem que seja para registrar.

No seriado 24 hs (que na Globo já passaram 2 temporadas) Jack Bouer consegue superar vários obstáculos, para alcançar um objetivo e em 24 hs.

Como já tivemos 2 temporadas, somam-se 48 hs.

Pois, hoje sinto-me meio assim, diante de um objetivo alcançado. E em 48hs.

Eu não costumo fazer resoluções de ano novo.

Mas no fim do ano passado, eu quis fazer uns compromissos comigo mesma, porque estou disposta a melhorar efetivamente em uns pontos por um tanto de coisa.

Tipo, eu estive recebendo reclamações dos médicos pela coca-cola, então comprometi-me a não bebê-la por um ano. E isto aconteceu em 26/12/2007. Hoje fui pesar-me e assustei-me com o que vi! Muitos quilos a mais…

Só sinto-me melhor porque tenho auto estima gordinha, auto estima magrinha… Eu sou toda boa!

Dia destes me perguntaram se eu não cansava nunca, porque além de ter algumas atividades no dia eu conseguia adicionar outras e a minha resposta foi: não, eu sou incansável hahahaha” e depois disse: brincadeira, lógico que eu canso, só que eu procuro fazer render o meu tempo, porque o mundo não vai parar porque eu tou cansada.

Ahhh e não procuro ser perfeita em tudo, em algumas coisas posso ser mediana, noutras tenho que ser boa sim e em umas até me dou ao luxo de ser péssima.

Eu sou tirada a idependente, mas ou assumo que não dá pra ser 100% em tudo, ou não vivo!

Bom começar de novo. Tem-se novas perspectivas e novo ânimo pra seguir em frente.
Não posso reclamar mesmo… As coisas aconteceram, não quando eu queria (hehehe) mas no tempo delas.

Porque não há caminho em vista, acontecendo ou a acontecer que eu não tenha lutado ou não lute por ele.

É eu sou assim: me jogo, ainda que de forma sutil ou até exagerada.

Sorriso de orelha a orelha. E inabalável.

Coisa ótima, sim!
Mas nada que vá mudar o destino da humanidade. Não importa hoje a minha sexta-feira é mais linda e feliz!

Next Page »