Novembro 2007


Ontem a terapeuta disse que eu estava muito diferente de quando eu comecei as sessões…
Faço tratamento  há pouco mais de 6 meses, já passei por uma outra profissional mas esta 1º experiência não foi bem sucedida.

Reconheço que as diferenças estão ai, mesmo que sutis. 

Fiquei mais simples e sobretudo mais seletiva porque passei a valorizar aquilo que é acredito ser interessante.

Talvez tenha ficado mais inteligente e madura, não afirmo porque ainda me vejo numas mancadas e ainda existem alguns desassossegos que me inquietam.

Estou mais calma, muito relaxada, me sinto livre, solta, descontraída. E muito à vontade para olhar nos olhos, abraçar; para agradar sem me deixar explorar; para elogiar a quem eu acho que tem valor; para rir com alegria de muita coisa nesta vida, dentre outras coisas.

Ainda erro, esqueço, me ausento, me fecho demais ou a machuco consciente ou inconscientemente, mas sou menos orgulhosa para retornar laços que valiam a pena.

Trata-se da percepcção clara de que podia ir além.

De qualquer maneira iria parar e reavaliar a vida aos 25, fazer um saldão, para seguir só aquilo que vale a pena. Só que a forma que fiz foi mais brusca até porque não dá pra controlar os acontecimentos, mas dá para agir sem comprometer a consciência.

Houve uns momentos terríveis, outros em que todos os caminhos pareciam paralelos e que eu não sabia onde ir e sem vontade de mudar.

Sem gigantismo, passei a cuidar dos caminhos importantes com a mesma delicadeza, mesmo sabendo que eles talvez nunca possam se encontrar.

Afinal ainda existem lembranças e vontade de seguir.

Nos anos 50 era comum as mulheres usarem a meia calça 7/8 (que foi junto até os anos 60) e irem a parques sobre seus sombreiros. 
A estilista que lançou isso junto com a mini-saia e outras coisas foi a Mary Quant.

Ahhh, se eu tivesse nascido nesta época…

Em tempos que a emancipação feminina está cada vez maior, eu não tomo muitas atitudes sem antes considerar as ordens médicas que recebi, conforme cada departamento do meu corpo.
É quase um esquema não pode isso para não ataca ainda mais o esôfago, faça isso para melhorar o intestino…

Os médicos são uns queridos, especialmente um a quem eu serei grata e estimo por toda vida.

E ainda ouço que “poderia ser pior”, “que eu sou jovem ainda”…
Não importa, a situação é esta e eu não tenho mais direito a muitas outras coisas…

A senhorita aqui só pede uma coisa ao portadores do discurso acima,  indgnem-se. Porque com este hábito, o errado passa a ser certo.

Mas em meio a tantas chatices há as coisas que aliviam o coração, mesmo que façam-me rir. 

Tá bom eu reconheço acreditar numa história é difícil…

O coração fica despedaçado que quase nada faz meus lábios sorrirem um pouco. As vozes não são reconfortantes, o que atesta que eu tinho mesmo motivos para estar tão triste.

As coisas vão melhorar, eu sei. Mas também sei que nada é pra já e é nisto que tenho pensado.

E estes tempos de dor, me fazem crer que minhas escolhas foram precipitadas.

A verdade é que agora enxergo as coisas de forma mais clara, com a real dimensão do que se passou, do que vivi, do que eu tive.

E uma hora ou outra eu vou acabar dizendo: *******, que bom que passou! Espero que passe bem.

A vida é sempre cheia de mudanças inesperadas e surpresas. Mesmo diante de tantas mudanças reconheço que gostaria de encontrar um pedaço gostoso de passado, simples e natural.

Sinto-me como se olhando para trás eu pudesse redescobrir coisas que foram solidamente contruídas, mas que infelizmente perderam-se. Há intensa vontade de reconstruir.

Porque o que passou faz parte do que sou hoje e me orgulho muito disso. Olhar que fiz no passado e lutar para mantê-lo é acreditar no futuro. Desta vez com uma alegria imensa.

h.jpgEu tenho a sensação de que meu fim de semana termina precisando que o outro venha rápido…
Porque diante de tantos eventos e demandas, ainda me deparo com uma rede lenta e muitos arquivos a serem enviados, o meu consolo está numa barrinha de 150g.

Meu quarto só fica arrumado no domingo. Eu o arrumo no sábado ou no domingo, conforme a disponibilidade de tempo.

Ai o domingo chega e o quarto tá brilhando. Segunda eu chego do trabalho e tirou uma coisa do lugar, depois do curso mais outra e ai bagunça vai acumulando em progressões geométricas.

Se assim é quando eu tomo conta só de um quarto, nem quero imaginar quando eu tiver uma casa….

E hoje, já que apesar de eu estar doida pra ir a praia o tempo amanheceu amuado aqui (e ela ainda diz que foi a praia, a menina é tudo de bom e ainda é sortuda…) então dormi um tantão, arrumei o meu quarto para deixá-lo pronto para o dia em que ele fica meigo e depois fui fazer render o domingão .

Meu sábado foi cheio… 

Acordei as 7hs! Pois tinha que descascar o côco para o piquenique.
Descasquei, coloquei a água pra gelar e me aprontei rumo à aula.
9:30 aula acabada, hora de pegar os salgados.
10:40 encontrei a mãe, na casa da tia e rumei ao Piquenique das Rainhas.
Cheguei lá as 11:20 e tive momentos lindos e divertidíssimos. Foi um evento muito bem freqüentado e cheios de coisinhas gostosas na hora e depois (sim, porque houve a partilha de algumas delícias para nos deleitarmos em casa).
E ainda teve sorteio, no qual eu fui premiada!
21:20 aniversário com Alena.
Eu a conheci quarta feira, num encontro rápido mas muito agradável.
Ela é linda, diplomática e muito inteligente. Daquelas pessoas que a conversa é agradável e rende, tanto que não percebemos o tempo passar.
Na quarta, eu tinha o seminário e ela trabalhava, mas ontem… O tempo estava de bem conosco, a conversa foi de lavar a alma de tão boa, estava nas melhores companhias possíveis e o cenário era perfeito.
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