Agosto 2007


Depois de todas as complicações de saúde que eu tenho sofrido, mais uma, que promove mudanças na minha vida de novo. 

São muitas justificativas, mas todas em decorrência de um fato, aquele que mudou a minha vida para sempre. E suas faces tristes, deprimentes, são contínuas.

Mas, afinal de contas, por mais que o que aconteceu não tenha sido deliberado por mim, agora a minha vida tem que continuar.

E eu ainda hei de ser reparada por isso, pois há justiça no país. Talvez um dia eu possa voltar a brindar às alegrias com coca-cola.

Por condicionamento biológico. Nós mulheres, algumas vezes somos quase uma cachoeira ao contrário. 

O corpo da mulher responde muito mais às ações que ela tem, às vezes estamos mais firmes, mais bem humoradas, mais sentimentais e depois volta pro lugar que é o mesmo lugar e é outro lugar.

Mas daí a dizerem que por causa dos hormônios em ebulição “nós não levamos nenhum desaforo para casa”, “fazemos tudo para  impressionar, para ter onde descarregar aquela variação toda naquele período”… é completamente mentiroso.

Na verdade,  conheço algumas mulheres, além de ser uma delas, portanto falo com conhecimento de causa.

Nós não brigamos por tudo nos 8 dias que antecedem a menstruação. Não ficamos dedicadas à força, nem queremos causar nada. Porque não somos dominadas pelos hormônios (as que forem, so sorry).

E todos, independente do sexo, têm seus dias terríveis e dias alegrinhos. Portanto, a desculpa da TPM não é coerente, é over.

Mas sim, sempre, é bom pensar em cada palavra dita, tanto o homem quanto a mulher. E é importante ser sutil, nem que seja pela ponte de uma palavra doce, o que mais encontram-se por ai são seres displicentes com o cotidiano, que acabam esquecendo de dividir, de elogiar.

Estes seres só podem achar que estão agredindo, não estão na verdade, deixando claro quem são.

“Quando o homem inventou a roda, logo Deus inventou o freio. Um dia um feio inventou a moda e toda roda amou o feio.”

Zeca Baleiro

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Vi domingo passado no jornal, mas fiquei aqui matutando que isso seria um bom anúncio para namorado :)                              

Esta semana eu estive vendo o meu curriculo e dando uma atualizada.

O que seria algo normal me surpreendeu… Porque estava ainda em Formação “Cursando Marketing”. Nossa, eu já sou Bacharel há 2 anos e ainda tava no formato antigo.  E eu não lutei tanto por uma formação e agora para construir uma carreira para deixar no anonimato. 

Por que isso então?! Ahhh, mas enquanto eu poderia estar lutando pela minha carreira eu estava cuidando só da minha saúde. Agora é hora de correr atrás do prejuízo, mas nem dá pra abandonar muito dos cuidados que eu  mantive neste tempo.

A França, desde que tornou-se um Estado laico, não há qualquer demonstração religiosa nas instituições públicas, nem através de imagens nem músicas.

Aí mais um motivo pra eu querer morar na França, os croissants divinos (vide um que comi ali perto, tá bom nem era tão perto assim), a Torre Eiffel dos meus sonhos logo ali, aqueles doces de derrotar qualquer dieta.

Modéstia pra que?!

Não tenh nenhum pouco em certas horas. Principalmente naquelas que eu tenho absoluta certeza que acertei.  Acertei por conhecimento de causa!

É muito bom vencer um complô mundial, tou felizona por isso e isso basta!

Palpitações no peito, mãos geladas, espera longa e muito, muito alívio…

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Diante dos acontecimentos nem sei se valeria a pena parar para conversar, justificar, dar qualquer satisfação. Acho que não preciso de tanto por tão pouco.Agora sou dona da minhas escolhas, inclusive aquelas que a gente faz junto com outras pessoas. Sei se quero ser a manteiga não, porque a margarina já existe. Hauahauauaha

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Realmente eu sou muito diferente da geral. E ainda bem.

Sou curiosa e assumo. A maturidade tira minhas vergonhas de perguntar e a agora que sou uma pessoa analisada, pergunto cordialmente, sem violar privacidades. Por isso fico espantada quando vejo umas pessoas se sentindo “a última coca cola gelada do verão” sugerindo que aqueles que vêm o perfil no orkut tem inveja e por isso aderiram à moda de apagar scraps. Ora não quer ser visto, pra que orkut?! Se sente invejado mantenha conduta mais reservada, sem mostrar-se em espaços públicos…

Eu já falei disso aqui, mas ontem vi um perfil no orkut que me fez rir muito por uma declaração e por ter na foto principal do perfil da pessoa constar a de uma celebridade. Questionei-me o que faz uma pessoa querer se passar por outra pessoa…

A imagem é parte do todo de cada um e eu penso que é sempre ofensivo alguém deixar de ser o que quer que seja, mesmo que seja no simples ato de colocar a imagem de outra pessoa.

Presumo que seja uma questão cultural que controla os gostos e que somos. Com o tempo, ficamos mais conscientes, alguns valores ficam mais fortes, outros se vão.

Não conheço pessoalmente a pessoa do orkut, nem  celebridade que estava na foto. Eu não disse que não as admiro, nem que elas não tenham o seu valor. O que sei é que uma pessoa tem uma história emocionante que vai além do que aparece na fotografia. Creio que são essas emoções que devem estruturar as pessoas. 

Seria ingênuo pensar que o uma boa imagem não ajuda, que tudo é apenas uma expressão cultural. O que acontece é que além de uma imagem apresentável existe um ser humano.  

Que bom que a celebridade apesar de ter vindo de uma família pobre, deu certo na vida e têm tanta admiração a ponto de alguém querer por a foto substituindo a própria no orkut.

Sou de Salvador, sou branca (a Gabriela aqui não é cravo e nem canela), meus cabelos só ficam lisos artificialmente, não sou alta, tenho muitas cicatrizes (uma delas tem 15cm) pelo corpo conseqüência de ter sobrevivido a um acidente, trabalho, estudo, tudo que tenho tem sido comprado com muito esforço… como não ter orgulho de tudo isto??? 

Por mais que as vezes eu ache muito ruim ser eu mesma, não quero ser outra pessoa. Na foto do meu orkut sou eu mesma que apareço, com cabelos desajeitados, todos os recados estão lá… 

Tratei aqui um pouco das origens sócio-culturais, mas isso não é nenhum discuro ressentido ou coisa que o valha. Apenas acho, que as pessoas tem história e não dá para fingir que elas não existem.

Estou comentando aqui porque vi, achei engraçado, o orkut é público e eu moro num país onde há liberdade de expressão, estranho a outra pessoa se sentir invejada com os espiões e ainda manter o orkut.

Sempre achei, que é possível e interessante resguardar, no gosto e nas nossa relações, os opostos. Por isso gosto de diálogos, de debates, gosto de argumentação (diferente de briga, disso não gosto).

Meu post não é ofensivo a ninguém, eu não tenho medo de desentendimento, nem de seriedade e nem fico ofendida com a diferença, por isso não tenho medo de discordar.

Portanto, podem discordar ou concordar nos comentários (eu não consegui tirar a moderação, mas respondo e aprovo todos).

Receio que com ações como estas de censurar recados ou de sentir se invejado daqui a pouco ouvem Elton John e acabam com a Internet. Eu espero que isso não aconteça… 

A gente as vezes pensa que tem o controle das coisas. Só que as coisas mudam. E mudam também as certezas que tinhamos.
É o curso natural da vida, embora a gente insista em planejar o futuro.      As vezes percebe-se que não existe mais porquê. Ou então somos surpreendidos com um fato que nos faz mudar todos os planos ai mudam-se os porquês… E apesar disso e por isso também a vida continua.

Tenho tido dias assim, especialmente ontem.

Fui despedir-me de uma amiga, que no início do ano havia mudado para cá com a família, tinha estruturado casa, arrumado um emprego, começado a fazer amigos e reencontrar os que estavam aqui. Ai ela recebeu a notícia que tinha sido chamado pra o concurso que tinha feito em 2004, em outra cidade.

E mudou tudo num breve espaço de tempo. Fez um acordo no trabalho, despediu-se das pessoas que cá estavam e em 10 dias tinha que estar lá. Ontem fui encontrá-la na rodoviária. Naquele pouco tempo em que estivemos juntas fiquei com o coração apertado, querendo dividir tudo que pudesse com ela, enquanto o momento existisse.

As vezes a distancia ajuda, este é o caso. Depois que ficamos adutos, ao fim de cada frase relacionada ao futuro, tudo por mais brincadeira que seja tem um tom sério. E no caso da minha amiga, a despedida tinha um tom de contrato assinado: “Atestamos aqui que qualquer possibilidade que tivermos nos encontraremos aqui, lá ou em outro lugar que umade nós precisemos ir (provavelmete eu, porque ela tem que ficar 3 anos naquela cidade em função do trabalho) e que esta promessa não pode ser quebradas num futuro indeterminado, mesmo que algo aconteça (a não ser que seja algo muito forte) não vale mudar de idéia. Atestamos também que algumas formalidades são apenas para fomentar o compromisso que temos uma com a outra”.

Eu sei que o texto acima não foi dito, está apenas neste post, mas ainda mais relacionamentos não funciona com condições, mas eu e ela somos amigas de anos e anos, mas o que coloquei ai acontece na medida do possível comigo e com ela também. Sem formalismos.

O outro acontecimento foi sacrementar umas coisas que já eram óbvias, mas naqueles momentos foram quase que esfregadas na minha cara. As verdades durou pouco, mas efeito. E o mais importante é que naquelas horas especificas eu quis que fizessem. Sem medo de nada, apenas frustrada. Concluir que os planos que nunca se realizaram é uma das coisas que mais doem.

Os acontecimentos me fizeram perceber que de fato os finais nem sempre são felizes. E que de fato só aprendemos na dor, mas mesmo assim eu ainda tenho esperança de não ter mais finais tristes.
E não serei tola em acreditar, afinal, eu já aprendi numa seqüência cruel.

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