Julho 2007


Algumas coisas da vida tem que ser belas, bregas e triste, esse conjunto de sensações as torna agradáveis. Duvido muito de coisas sempre belas, que não haja nenhuma lágrima ou nenhuma música que faça lembrar aquela pessoa ou aquela situação.

A vida exige manifestações, sejam elas chorosas, por escrito, por um olhar que diz tudo…

Alguns lugares que antes eram apenas quaisquer lugares, passam a ser os lugares mais importantes desde aquele instante, relembram histórias, nos trazem de volta à vida, sem apego aos fatos.

Sempre fui de associar lugares e fatos à pessoas, quando olho ou lembro do que se passou, ai voltando a realidade e penso no que pode ser e no que não pode mais, mas sempre tendo consciência da importancia do que passou ali. 

Lembrar com emoção me faz limpar a alma, trás a sensação de tempo bem vivido e sem culpa… 

Porque por mais que sejam muitos acontecimentos ora banais, eles emocionam de um jeito particular porque são significativos.

Acredito que sempre haverá porquês para aqueles que acreditam. Aquela pizza! Aquela viagem para nós… Aquela conversa entre amigas da sala de aula! Aquele restaurante perto da praia em que comemoramos o meu aniversário…

Por mais que outras coisas tenham acontecido, e agora tudo esteja tão distante, sempre terá importancia para quem viveu coisas lá.

Lugares são especiais porque as pessoas o fizeram assim, não é só pela comida, mas de significados que muitas vezes perdemos.

Hoje, prefiro ser despretenciosa do que realizar minhas ações cheia de convicção e buscar o sucesso, porque se o fracasso viver vem acompanhado de frustração.

Assim mesmo que o endereço do restaurante mude, ou ele feche as portas, ou eu troque o telefone, ou até… As coisas terão sempre valor afinal algo aconteceu ali com pessoas importantes umas para as outras.

Talvez até, um dia passando de novo pelos lugares outrora importantes sentirei um misto de sensações. Saudade? Teimosia? Curiosidade? Afinal o que me trouxe até ali?Será que as pessoas ainda significam a mesma coisa umas para as outras? As amigas inseparáveis de colégio são adultas estranhas?!

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O blog Futebol, Política e Cachaça está lançando a campanha “Pés fora do coletivo”.

Na verdade eles através do humor, querem sensibilizar a população também para a precária condição do transporte urbano (e acrescento eu o transporte rodoviário).

Ontem eu estava no trabalho quando vejo a equipe de boxe passar (a Bahia levou ouro, prata e bronze; ou seja: somos bons de briga mesmo), apesar de eu não ter os acompanhado nem nos treinos nem nos jogos, foi emocionante vê-los, fotografá-los (off course!!!) e ouvi-los contar do seu empenho e ver a de inclusão social pelo esporte.           

Até fiquei sensibilizada, afinal eu digo que muitas coisas são impossíveis porque são muito caras, os medalhistas mudaram a suas vidas e ganharam medalhas ao país com R$100 por mês.

Cenário: Um domingo frio, com vento forte e muita chuva.

Cena 1: Eu estava tristonha e ainda cansada da semana mal dormida e atarefada. Eis que telefono para 1 amiga que tinha marcado um cinema e ela não pode ir, porque teve um compromisso de última hora.

Cena 2: Pensei, para que mais serve a amiga doutoranda senão pra me tirar de casa?! E não deu outra, 14:17 convido-a pro cinema as 15 e ela topou.

Cena 3: 14:45 eu a encontro e fomos rumo ao cinema. Lógico que não haviam entradas disponíveis para o horário :(

Cena 4:Passei no supermercado para fazer umas compras e começou a tocar a versão brasileira da música La Mia Storia Tra Le Dita, ao começar a ficar emocionada falei com a amiga doutoranda que certas músicas não deviam tocar em certas situações.

Cena 5: Pensei eu que a tarde não estava perdida… E convidei a amiga doutoranda para irmos à uma palestra de Elsimar Coutinho. Fomos e tivemos uma tarde agradabilíssima!

PS:. Descrevendo a minha desventura percurso dominical eu me senti mais que a continuísta de uma curta-metragem!

Pra quem não sabe continuísta trabalha diretamente com o assistente de direção. Cuida da continuidade de movimento dos atores, do cenário e figurinos. Uma vez que um erro de continuidade arrisca a montagem e a narração da história.
Neste caso, a continuísta fez também o roteiro.
E nesta tarefa só o erro aparece. Só que ninguém sai de um filme dizendo:  ”a continuidade era muito boa”.  Então vocês ao irem ao cinema, comecem a reparar na continuidade por favor, porque ai pode ser que um dia eu arrume um emprego como continuísta.

Em 1988 foi promulgada a 7ª Carta Magna brasileira: a Constituição Federal do Brasil representando a Lei que  conduzisse o país rumo a redemocratização. 
A Constituição garante o direitos fundamental à uma vida.

Art. III: “Todo homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.” (CF art. 5º)

Art. XIII: direito à liberdade de locomoção. (CF art. 5º, XV) 

Mas eu sou testemunha de como estes direitos foram cruelmente violados. 

Sem qualquer justificativa humana, apenas de acordo com o “interesse” de quem praticou tal ação. Mas o interesse de uns não está acima da Constituição, a não ser que haja outra e eu não esteja sabendo.

O fato foi público e notório  , mas apesar0 de lesar a vida de alguns algumas vítimas (outras nem estão mais aqui para comentar,  sim porque é impossível não pensar “no que de pior poderia ter acontecido”, mas tudo que eu não sofri foi graças às forças superiores e à maestria dos médicos)  que lutaram (e lutam) física, emocionalmente e racionalmente por uma reparação, que por mais que não apague o fato nem seja agradável passar por transtornos de todos os tipos por causa da imperícia de 3ºs.

Não tenho por hábito vir aqui chorar as pitangas, esses episódios aqui relatados fazem sentido 1º para mim, mas tenho sentido o quão pesado é o fardo que estou carregando.

Pensei na revolta e alívio que as mulheres que foram abusadas sexualmente devem ter sentido. E no quanto um fucked up desses tem que sofrer. E muito.

Mas como a Constituição não mudou, nem funciona conforme interesses de uns, mas conforme direitos e deveres estabelecidos, todos irão ser devidamente responsabilizados,

não é possível que hajam sucessivas negligências neste país.

I hope so… 

As vezes, ao ler meus textos antigos aqui no blog (ou em qualquer outro escrito), fico com a impressão que eu me exponho, de tanto pensar numa questão. 

É uma maneira de ser sincera, mostrando o que e onde interessa.

Na parte autobiográfica, estão as minhas neuras, as minhas vivências e os assuntos que eu quero trazer à tona.

É assim que seguem meus escritos, desde que aprendi a ler e escrever, por ter discernimento nunca entrei em nenhuma complicação…

Mas também não me enquadrei em nenhum estereótipo, tenho pautado minhas ações bem diferente dos conceitos vigentes.

Sei que não acertei sempre, mas aproveitei ao máximo as situações, ao ponto de saber descrever bem as sensações, mesmo depois delas terem passado faz tempo.

E também faz com que eu seja menos perua, que queiria viver logo (essa urgência com a vida só pode vir daí) e principalmente faz com que eu supere as coisas fácil -por mais que fiquem marcas por o susto ter sido grande eu sei que tenho que me manter inteira, me dou um tempo (curto) e logo depois arrumo algo para fazer. 

Tou falando isso porque tava lembrando da música 50 receitas, que ouvi ontem.

Eu nunca iria acreditar que seria possível uma recomendação medicamentosa funcionar além do mar.

Até que pude comprovar comigo mesma.

E funcionou bem.

As sextas-feiras costumam ser dias alegres para mim, dentre outros motivos destaco 2: sábado posso dormir até mais tarde e tenho mais tempo disponível.

Costuma ser. Hoje está sendo uma sexta feira atípica. Acordei com uma dor de cabeça terrível e depois tive uma intercorrência no trajeto para o trabalho. Que deixou-me muito assustada.

Todos os esforços são sem sentido. Não fazem efeito. Meu organismo já acostumou-se com eles. Mas eu ainda acho que fazem sentido para mim. Fazer de novo o mesmo esforço significa o medo de passar por todas as dores outra vez.

As novidades na vida pessoal  as vezes nos deixam desnorteadas, sem saber bem ao certo que decisão tomar.

Muitas vezes as novidades fomos nós quem as provocamos, devido a um descontentamento que inviabiliza manter qualquer coisa como está. Tem-se um impasse resolvido, mas  não dá pra viver só de emoção, mesmo que a emoção seja forte e que haja esforço comum e contínuo.

O problema na verdade é que eu prefiro tomar decisões do que esperar que decidam por mim e essa história de esperar o bom momento é linda, mas comigo não funciona porque quando eu espero não acontece nadaaaaaaaaa….

Então constumo fazer eu, de acordo com minhas resoluções. Nem sempre funciona, mas é mais saudável.

Estreou há muito tempo, mas eu só pude ver ontem. Dei muitas boas risadas, vi o jeito baiano, e comprovar a realidade muitas vezes não tão bonita.

Me senti muito orgulhosa de ser da mesma terra que Lázaro Ramos, Wagner Moura e até Vladmir Britcha (que é um baiano que nasceu longe de casa).

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