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Andréia me indicou e eu estou passando pra frente!
Ela descobriu que tem tudo a ver com blogs “preocupados e comprometidos com a mudança no planeta”, segundo Fernando Cals, o Observador.
E, segundo a fundadora do prêmio: “Considero um Blog com Tomates aquele que luta pelos direitos fundamentais do ser humano”.
Eu luto pelo direito de estar bem, principalmente daqueles que eu gosto. E o direito de estar bem passa por uma sociedade justa.
Minha preocupação com a humanidade é viver de forma justa, mas respeitando as condicionalidades do mundo.
Sociedade justa muito longe da ditadura de Cuba em que as pessoas são cerceadas dos direitos básicos como de informar-se ou de ir e vir.
Nem como a socialista, que achava injusto eu ter empregada doméstica ou babá, quando injusto é eu me recusar dar emprego a um profissional de serviços gerais e não pagar-lhe um bom salário.
A desigualdade brasileira é muito maior do que eu pensava, abrange muitos setores e não há políticas estruturadas que envolvam estragégia e ação. Na maioria das vezes busca-se promover um nome.
Dinheiro é importante, na minha vida, na dos cubanos e na dos socialistas, embora muitos achem feio falar sobre dinheiro. Ora, dinheiro é o que permite enfrentar os problemas e sobreviver.
Eu estimo algumas coisas que os Cubanos têm: como acesso a saúde e a educação de qualidade e gratuitos ou a disciplina dos soviéticos.
Mas não queria ser igual a nenhum deles.
Tenho coisas em comum com eles uma delas é que tenho família originalmente pobre.
Hoje eu tenho formação superior e vivo com certo conforto, mas meus pais foram funcionários públicos que eram transferidos para outras cidades e iam em busca de uma vida melhor para si e para os filhos.
Meus ascendentes, não conquistaram terras nem tiveram escravos. Mas estavam trabalhando, trabalhando na terra, enfrentando a seca, povoando o Brasil…
Que eu seja subprodtuto do capitalismo, bem, nestas condições que eu mostrei ai em cima, isso não é privilégio meu, não é mesmo?
E passo esta bola para: João e Maria.
Pois como qualquer brasileira, eu ouvi e li muito sobre Portugal e o que os patrícios fizeram aqui no Brasil. Então eu não acreditei que tive a maravilhosa chance, não apenas de te conhecê-los, mas também de sentir que, por trás de tudo que eu já sabia, existe muito mais…
