Novembro 2006


Inicialmente blog, orkut, msn eram instrumentos de diversão. Cada vez mais são maneiras de relacionamento e até com consumidores.
A Internet é, um meio de expressão livre, as marcas podem receber comentários mais espontâneos sobre seus produtos e serviços, comentários estes que muitas vezes não aconteceriam numa pesquisa das mais comuns.
Como a expressão livre cabe a empresa ter critério, porque se não as palavras podem vir a atrapalhar a performance das marcas entre as pessoas com acesso à Internet. E pra quem acha que a inclusão digital no Brasil é um problema, é sim, mas as pessoas que acessam a internet consumem e bem.
Como em todo meio, tem seu lado bom e seu lado perverso.

Acho válido estar onde o consumidor estiver, saber tudo o que se pensa a respeito do estilo e estágio de vida, do produto (ou serviço) e oferecer produtos adequados significa participar da vida dos consumidores. Ainda é cedo para mensurar o quanto à mídia interativa aumenta o consumo de determinados produtos, mas geram mídia espontânea e contribuem para uma relação mais transparente com os consumidores.
Ontem eu fui pela enésima vez à previdência social, me atende uma senhora que resolve esperar o sistema responder cantando músicas religiosas.
Nada contra as preferências religiosas da nobre senhora, mas num ambiente inóspito, passando por uma situação nada boa, ainda tem música ambiente… Resultado: estou eu deitada no sofá, com aquela canção repetindo na minha mente.
É muita combinação tosca pro meu dia.

Depois da infância o tempo passa rápido. Deve ser por isso que novembro tá acabando e daqui a pouco é 2007.

Por semana passada ter estadado muita chuva e agora o maior sol. Eu nem tenho ido ao deleite do sol numa prainha qualquer destas da cidade.
Mas acho tudo tão bom, quando tem sol, que até ir ao supermercado é a melhor coisa do mundo.
Talvez seja aquela onda de felicidade de fim de ano quase insuportável.
Dia 07 eu fui num evento chiquérrimo e serviram de jantar: purê de abóbora com carne de sol, caldo de sururu e caldo de mandioquinha.
Sexta fui numa delicatessen daqui do bairro, lugar um tanto quanto chic e havia uma mesa expondo rabanada, pamonha e migau.
Cada vez mais a decisão sobre o que comer exige, interesse no sabor e até afetivo, daí ficam de fora aqueles alimentos bonitinhos mais com gosto de nada. Mas o sabor é a maior recompensa.
Esta semana fiquei meio off, mas na verdade estive completamente on, fazendo umas coisas super reais, e ainda tenho que me adaptar a um ritmo novo e ainda escuto calma (ai eu odeio quando me pedem pra ficar calma!!!!). Mas aos poucos tudo se ajeita.
Eu gosto de rituais, não gosto de formalizar, mas adoro os rituais de celebrar -seja momento bom, aniversário, natal, casamento, batizado,…-, depois ter foto e muita história para contar, lembrar e mostrar para os queridos.
Mas acho que as vezes os rituais tornam-se forçados, feito agora quando os enfeites natalinos povoam as casas e principalmente as lojas.
Nos rituais espontâneos há brilho nos olhos, próprio das pessoas que escolheram estar ali, aprendem a gostar do que estão fazendo. Um ritual espontâneo emociona pela beleza nem sempre aparente
E toda manifestação começa com a iniciativa, que começa com uma atitude do presente, e depois chegam outros momentos conspirando a favor.

Uns dias sem internet, porque os vírus atacam geral aqui em casa.

Então fui tratar de mais coisas da vida real e vi uns dvds: este eu vi 2 vezes, além da 1º, e “Orgulho e Preconceito” que eu vi por influência direta da Lou, que fez uma apologia danada do filme que eu desconfio até que seja merchand, porque foi post, nick do msn, conversa sobre o filme no cinema e no dvd.
É as vezes eu sou influenciável.
Primeiras impressões: Eu achei o filme longo (127 minutos)e razoável.
É porque eu não gosto de filme de época, quase que uma antipatia gratuita. Além de ser enoooooooorme e meio óbvio. Por que nada mais clichê pro século 18 do que a mãe buscando encontrar um marido pras filhas.
Depois: As esnobadas que a preterida dá no consorte são fortes, mas devido aos muitos encontros ela consegue ver um pouco mais do rapaz.
O que salvou o filme, na minha modesta opinião, foi o diálogo final da filha com o pai.

Há muito mais mistérios na informática do que supõe a minha vã filosofia…

Sonhei que eu era uma pessoa chique. Chiquérrima.
Daquelas que toma banho de banheira todo dia.
Daquelas que não gosta de coisas banais.
Daquelas com temperamento sereno.
Daquelas que não gosta de confusão.
Daquelas confiantes, com coragem e serenidade.

Mas eu acordei e na realidade eu não sou chique. Por exemplo, agora mesmo eu me permito ums trasngressões.

Em 14/11 e 16/11, 2 jovens foram notícia por terem morrido de anorexia, comenta-se que esta é uma doença, sobretudo que atinge o cérebro. Em ambos os casos, acho que a culpa não é só das pessoas que não comiam, uma vez que a mídia consagra quase sempre pessoas muito magras e a geral quase sempre acha mais bonito quem é magro ou faz gracinhas para quem é gordo.
Há uma distorção grande da realidade parece até que magreza é sinônimo de aúde e bem estar, isso tudo mexe com o emocional.
Não sou especialista no assunto, mas cada vez mais me deparo com mais e mais casos de gente que busca satisfazer a qualquer tipo de convenção, mesmo que seja do próprio ego e fere, a si e aos outros mesmo que seja através de palavras de condenação. Parece clichê, mas creio eu que assim como se financiam carros, casas e outros bens, financia-se também uma doença, só que algumas matam. Seria mais fácil admitir o óbvio: que o outro é diferente, mesmo que seja através de ajuda (terapêutica, religiosa,…), mas enquanto isto não acontece ainda nos deparamos com as patologias mentais (alimentar, gestual, neurótico, consumista, beleza desenfreada, alienação, perseguição apenas mental, necessidade de agradar, narcisismos, perfeccionismo, …).

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