Abril 2006


De minha vida de 7 meses atrás.
A vida agora tem suas coisas boas, gente querida cuidando de mim e o melhor, gente boa, que comecei a ter contato por acaso e agora eu não consigo mais viver sem e a de coisas de antes, coisas que eu quero de volta, coisas cotidianas, tipo: trabalho, encontro não marcado com amigos, ir ao barzinho sexta-feira de noite tomar uma coca-cola e comer uma picanha na chapa, ver o por do sol aqui:

 

Solar do Unhão
Será que é a idade chegando que me faz constatar que os tempos juvenis eram melhores?!

Agora é a conexão a internet que falha, demorando de abrir sites, tô tentando mandar um e mail e não consigo, pra postar tem sido uma luta.

Hoje o frio continua e acompanhado de chuva.
Eu penso que eu devo ter sambado na Santa Ceia.
Sábado aquela mudança no orkut, mudança esta que eu desaprovei.
Domingo o monitor daqui morre.
Hoje é segunda. Arrumei outro monitor, mas o sistema do pc está pedindo arrego.

Quando finalmente consigo acessar meus e mails, eis que encontro coisas difíceis de entender, tudo bem que diante do meu cérebro as coisas não são mesmo fáceis de entender, mas neste caso abusou.

Terminado o livro “O CACADOR DE PIPAS”, onde através de uma narrativa analisa a a frágil relação entre pais e filhos, entre os seres humanos e seus deuses, entre os homens e sua pátria, entre amizade e traição, além de mostrar sob outra perspectiva os últimos dias da monarquia do Afeganistão até os acntecimentos de hoje. Emocionei muito com algumas partes em especial, já no fim do livro emocionei porque não queria que a história acabase, mas a emoção de fato aconteceu quando recebi o presente.

Obrigada é pouco para transmitir o valor que este livro representou, mas é a palavra disponível e os atos a acompanham (sinto muito que não seja em tempo real, mas queria estar ai para dar o abraço no dia que chegou, hoje e nos outros dias também, mas a maçã ácida ficará doce em breve).
Estava ansiosa pra ver este filme, mas estreou no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e outras cidades do Brasil no começo de março e nada daqui. Fiz até 2 posts comentando a minha indgnação.
Até que ontem, depois do almoço o digníssimo lutou e venceu a minha resistência e levou-me ao cinema. Não tinhamos programado nada e nenhum filme, quando vi o discreto sinal do Gatão com 3 miséras seções, dentre as quais uma eu já tinha perdido, nem pestanejei, comprei ingresso pra uma seção que iria começar 4 horas depois.
O gatão(Alexandre Borges) é um cara de bem de vida, separado e com uma filha entrando na adolescência. Ele tenta aproveitar a solteirice, passando o rodo na geral. Faz um perfil bem humorado de de namoradas, ex-namoradas, futuras…
E no final ele se vê diante da superficialidade dos relacionamentos, da precocidade da vida sexual, o Gatão não acha as mudanças ruins, mas não se sente confortável nelas.
Comédia leve, com piadas inteligentes, pra relaxar e esquecer da vida.
Vale a pena pelo tempo de espera e pelo personagem de Miguel Paiva, mas os méritos do filme de fato são poucos.

Hoje acordei lembrando de uma música antiga:

“It must have been love, but it’s over now
It must have been good, but I lost it somehow
It must have been love, but it’s over now
From the moment we touched til the time had run out”

Estou enfrentando 24º e ventania constante. Oks! Na Europa esta temperatura as pessoas estão na praia, mas aqui calor é uma constante. No Guarujá é uma temperatura amena, mas suportável. Mas aqui a senhorita sofre e mantém-se toda agasalhada.

SER SUA AMIGA

É ter vontade de ir no Balaio e dançar coreografias de “Vem me ajudar”.
É tirar fotos em frente ao mar e rindo de felicidade, mesmo num frio danado (sou baiana e friorenta).
É implorar ajuda com trabalhos gráficos (montagens nas fotos, diga-se) no Photoshop.
É passar a amar aniversários infantis (ops! de mocinhas).
É ver filme de animação e gostar (e gostar muito).
É sentir vontade de ser mais decidida (pelos passeios na 25 de março, por exemplo).
É gostar mais ainda de ler (também depois de tantos estímulos).
Ser sua amiga é parar com a rotina da vida, a qualquer momento, e se lançar em uma aventura mágica, sabendo que a sempre é tempo de estar junto.
É refletir (perguntar talvez seja o termo) em busca de respostas para tudo o que acontece.

Meu pai, quando vivo, me ensinou a nadar. Eu adorava quando ele me segurava e íamos para o fundo (onde as cobras dormem ele dizia).

Na sexta vi uma foto dele e lembrei disso. Hoje lembrei de novo quando me deu vontade de contar a minha história pra uma pessoa querida. O texto até que rendeu. Mas nem foi enviado, por causa de umas crises de desincompatibilidades domésticas, que me tiraram o estímulo de escrever.
O fato é que depois da crise me deu vontade de ligar e pedir socorro. Mas em compensação nem liguei, porque sou semi civilizada e ligar com a voz que eu estava, fazendo lamúrias nem é civilizado e eu sou semi.

Dois feriadões seguidos e eu cheia de restrições. Mas deu…

Deu pra ir na casa da vovó e encontrar os parentes numa festa danada, porque minha avó teve 12 filhos, que têm maridos e mulheres e que geraram 50 netos e 2 bisnetos, logo quando todo mundo ou a maioria se reúne é festa. Também deu pra ir num cineminha, com cuidados mil e assistir Irma Vap (que detestei!) e Armações do Amor (risadinhas fáceis e relaxadas, nenhum porquê, apenas rir e pronto.

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